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Crónica de Uma Detenção

 

15 de Fevereiro

A detenção partiu da provocação contra um pequeno grupo que vinhamos da manifestação anti-cimeira, proibiram-nos de circular pela rua que pretendíamos apesar de outras pessoas o poderem fazer sem problemas. Exigimos a sua identificação, a qual estão obrigados a dar, negaram-se e começaram a agredir todo o grupo em que eu estava (algemas, insultos, porradas, empurrões contra as paredes,...)

Espancaram-nos sem contemplações, insultaram-nos, algemaram-nos com as mãos atrás das costas e fomos conduzidos na carrinha até à esquadra.

Estivemos detidos até quase às 3 da manhã, cada um no seu calabouço. Não nos permitiram contactar com a nossa advogada, que só às 2:30 pôde entrar e exigir que nos colocassem em liberdade.

O tratamento foi sempre humilhante, obrigaram-nos a despir-nos e fazer flexões, negaram-nos o uso da casa de banho, além de todo o tipo de ameaças como a de fazer-nos passar toda a noite despidos no calabouço e retirar-nos à força o colchão que lá havia. Tampouco nos deram a típica sandes que dão aos detidos. Por sorte, tanto o companheiro como eu mantivemos a calma, exigindo ser levados ao hospital e não repondendo às provocações.

Enfim, não me causou surpresa, pois a sua função é justamente essa. Mas sim acho imprescindível que o maior número de gente conheça as práticas e natureza da polícia espanhola.