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Conselho das
Minas e Indústrias de Pesca
A Espanha é relativamente rica em minas, e pode produzir
todos os minerais necessários para ser economicamente independente.
O mercúrio, o chumbo, a potassa, e as pirites são
mais do que abundantes na península, podendo ser exportados
de forma vantajosa. A zona marroquina produz sobretudo ferro, cobre,
enxofre e antimónio.
A
Espanha é um dos países mais ricos em pirite de ferro,
podendo produzir cinco milhões de toneladas desse minério
por ano. Essas pirites são muito importantes para a produção
de ácido sulfúrico, fertilizantes, etc. Uma vez que,
em Espanha, este material tem sido pouco utilizado, a sua exportação
seria de valor considerável.
Em
1920, trabalhavam nas minas um total de 125.000 trabalhadores, dos
quais 40.000 nas Astúrias. Desses trabalhadores, 18.000 eram
rapazes entre os 16 e os 18 anos, aos quais ainda se juntavam mais
de 2.000 raparigas e mulheres.
Em 1927, a produção total de carvão mineral
foi de 6.690.076 toneladas.
Em 1928, a produção total de minério de ferro
foi de 5.571.207 toneladas.
A produção total de pirite de cobre foi de 3.619.691
toneladas.
A produção total de potassa foi de 243.233 toneladas.
A produção total de zinco foi de 122.141 toneladas.
A produção total de chumbo foi de 177.059 toneladas.
Em
1920, existiam 417 fábricas de processamento de minerais
e seus subprodutos, que empregavam 31.599 trabalhadores (dos quais
959 tinham idades compreendidas entre os 14 e os 16 anos de idade
e, 2.635, entre os 16 e os 18 anos).
Em
1928, a indústria mineira contava com um total de 5.474 máquinas
em funcionamento, com uma capacidade conjunta de 361.084 cavalos-vapor.
Existe
uma escola especial para engenheiros de minas em Madrid, e várias
escolas menores nas cidades de Cartagena, Almaden, Mieres, Linares,
Vera, Huelva e Bilbau. Existe, também em Madrid, um laboratório
especializado em teste e análise de minerais.
A
organização desta indústria, nas suas zonas
mineiras e fábricas, será semelhante á das
anteriores. O Conselho Nacional ficará responsável
pelas escolas de minas, institutos geológicos, museus minerais
e fábricas de ferramentas.
Os
produtos serão armazenados em centros de abastecimento locais
e centrais, sendo as indústrias providas dos mesmos através
dos Conselhos de Crédito e de Troca.
É
necessário lembrar que as indústrias mineiras são
geralmente propriedade de companhias inglesas, francesas e belgas,
o que levará a alguns inconvenientes devido ás inevitáveis
querelas com outros países. [l]
A
primeira grande vantagem trazida pela socialização
da indústria mineira será a redução
do horário de trabalho para um máximo de apenas cinco
horas diárias, assim como uma grande melhoria nas condições
de segurança. [2]
Os
proprietários capitalistas, que só se interessam pelo
lucro, jamais fariam estas reformas indispensáveis, o mercado
internacional não o permitiria.
Devido
ao seu extenso litoral, no mediterrâneo e no Atlântico,
a Espanha é relativamente privilegiada em termos de abundância
de peixe.
Cerca
de 180.000 homens, com as suas famílias, trabalham na indústria
de pescas, produzindo por ano cerca de 400.000 toneladas de peixe.
Existiam, em 1920, 29.955 veleiros e barcos de pesca a remos, aos
quais se juntavam mais 1.549 traineiras a motor.
De
que forma beneficiará a revolução os pescadores?
[3] Em primeiro lugar, melhorando os seus barcos e, em segundo,
reduzindo o número de horas de trabalho, o que automaticamente
criará mais empregos. O consumo médio de 20 quilos
de peixe por habitante ainda pode ser consideravelmente aumentado.
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