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Conselho das Comunicações

 

Em Espanha, os correios e os serviços de telégrafo são administrados pelo Estado. O serviço telefónico pertence a uma companhia privada, com capital estrangeiro. Não existem quaisquer dúvidas em como os serviços executados pelos técnicos e as suas ajudas seriam muito mais eficientes se tanto a intervenção politica, quanto a intervenção privada, fossem eliminadas.

Os correios empregam 31.760 funcionários. Existem cerca de 12.000 postos de correios em toda a Espanha. Em complemento aos correios, existem aproximadamente 4.000 postos de telégrafo, onde trabalham 20.000 empregados. Em 1931, existiam aproximadamente 3.000 estações telefónicas e 250.000 telefones. Em termos globais, são necessárias entre 100.000 a 150.000 pessoas para que os serviços de correios, telegrafo, e telefones funcionem adequadamente.

As comunicações de um país desempenham uma função semelhante á do sistema nervoso de um organismo vivo, e devem ser tratadas com especial cuidado. A revolução deve desenvolver este serviço até à maior perfeição possível, assimilando para tal os elementos em excesso noutras indústrias. Existe uma escola oficial de telegrafia para os operadores, técnicos e engenheiros dos telégrafos. Existe igualmente uma escola nacional para o pessoal dos correios. Estas escolas podem ser desenvolvidas de forma a incluir também a rádio e todas as outras inovações modernas em termos de meios de comunicação. Eliminando os directores puramente políticos e burocráticos do sistema actual, o pessoal dos correios, telégrafo e telefones organizar-se-ia em conselhos locais, regionais e federais, com vista a um máximo de eficiência e de responsabilidade.

 


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