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Conselho das Indústrias Metalúrgicas

 

A Espanha não é um país industrializado. É necessário apressar a industrialização, reconciliando o homem com a máquina. Foi impossível faze-lo sob o capitalismo, onde a máquina, capaz de produzir a abundância, acabava por privar a maioria do essencial para a vida.

Um sapateiro da Roma antiga fazia um par de sapatos por semana. O operário de uma fábrica moderna produz 500 pares por semana. Sem dúvida que muitos andavam descalços no tempo de César, mas há alguma justificação para que tal ainda aconteça nos nossos dias?

Em 1860, existiam na Espanha aproximadamente 150.000 operários industriais, 26.000 mineiros, e cerca de 600.000 artesãos. Hoje em dia, não se encontra um artesão em parte alguma.

De entre as fábricas que produzem maquinaria, encontram-se as muito importantes fábricas de locomotivas e de material ferroviário de Barcelona, Bilbau e Saragoça. Temos fábricas de automóveis e de motores em Barcelona e nas províncias, e também temos muitas fábricas que produzem maquinaria e ferramentas. Temos a Siderurgia del Mediterrâneo, em Sagunto, onde trabalham 4.000 operários, e que é uma das mais importantes e modernas que existem em Espanha, tendo 200 quilómetros de via-férrea privada e um porto para seu uso pessoal. Temos ainda as fundições Martin Siemens, com capacidades para 80 e 90 toneladas, e que são capazes de produzir diariamente 900 toneladas de aço.

Em 1923, existiam, só em Barcelona, 30.000 operários metalúrgicos. Devem existir cerca de 120.000 em toda a Espanha.

Em Espanha, produz-se uma média de 19 quilos de aço por habitante, número que sobe para os 200 quilos por habitante na Alemanha, e 150 na Bélgica. Os nossos recursos de ferro, estimados em 600 milhões de toneladas, devem ser suficientes para permitir o desenvolvimento de uma importante indústria metalúrgica.

 


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