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Conselho local de Economia

 

Existem três escolas económicas possíveis: (1) Capitalismo Privado, (2) Capitalismo de Estado, (3) Economia Socializada, ou Comunismo.

Já conhecemos as desastrosas consequências do capitalismo privado, e também já expusemos as nossas objecções ao Capitalismo de Estado praticado na Rússia. A solução que propomos é a Economia Socializada, não só porque é o sistema social mais justo, mas também porque é a única maneira de superar as monstruosas contradições resultantes de um sistema de produção baseado na competição e na obtenção de lucro.

Para facilitar a troca de produtos, só existem dois meios: (1) o sistema monetário, (2) o controlo social do consumo, segundo os stocks disponíveis. A nossa preferência vai para o segundo método, através do qual iremos estabelecer a unidade da produção e a unidade do consumo, conforme as necessidades da sociedade.

Depois de termos organizado a produção e a distribuição em cada industria de forma semelhante á de uma grande cooperativa, na qual todos têm os mesmos direitos e obrigações e onde ninguém vive por meio da exploração do trabalho alheio, é necessário uni-las num órgão de coordenação, a que vamos chamar Conselho Local de Economia.

Esse conselho irá substituir os órgãos políticos actuais, tais como os municípios e as assembleias. Em caso de emergência, ou perigo de contra-revolução, o Conselho Local de Economia assumirá a missão de organizar a defesa e de criar um corpo de voluntários para vigilância e, se necessário, para combate.

O Conselho Local de Economia irá igualmente agir como uma plataforma para relações com outras localidades. As necessidades dos produtores e dos consumidores vão ser determinadas através dos conselhos locais de economia, que tratarão de aumentar, reduzir, ou até mesmo de cessar a produção, conforme seja necessário.

Nesta breve exposição dos órgãos da nova economia, vimos que o novo sistema social não é classicista e não admite a opressão ou a exploração de ninguém. Não é feita nenhuma distinção entre homens e mulheres adultos. Mas, na nova economia, o trabalho deve ser uma obrigação social. Quem não o cumprir de forma voluntária será arbitrariamente excluído dos benefícios trazidos por uma comunidade produtiva e livre. Não podemos garantir que, com a nova economia, a coerção ou o autoritarismo serão impossíveis. Os órgãos da nova economia podem ser bons ou maus. Eles podem ser uma garantia de liberdade, e também podem ser o instrumento da força. É essa a diferença essencial entre eles e o aparelho burguês, ou estatal, cujas instituições são necessariamente autoritárias e não podem ser outra coisa. Fingir que o Estado capitalista não o é, e esperar que ele tenha em conta os interesses dos trabalhadores, para opressão dos quais foi criado, é um absurdo. Por outro lado, a nova economia, que não defende nenhuma classe exploradora e luta apenas contra o parasitismo e o privilégio, não terá qualquer necessidade de empregar meios de coacção depois do parasitismo e dos privilégios sociais terem sido abolidos.

 


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