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Interior teme que cheguem a Espanha mais de 4.000 militantes anti-sistema

 

Não descarta a hipótese de suspender de forma provisória o acordo de Schengen para evitar a sua entrada
Fernando Lazaro

Madrid. - o Ministério do Interior preparou até ao último detalhe a segurança durante o primeiro semestre da presidência espanhola da EU.

Por este motivo, desde Janeiro do ano passado, as unidades especiais da Polícia Nacional, que participam já neste dispositivo de segurança, receberam cursos sobre a segurança europeia. Nos ditos cursos foram informados de como se haviam processado os incidentes nas diferentes cimeiras da UE e o modus operandi dos grupos radicais anti-sistema.

Aliás, durante os últimos seis meses, as unidades anti-distúrbios da Polícia Nacional estiveram em Linares a treinar tácticas policiais face a possíveis confrontos com radicais durante as cimeiras mais importantes dos próximos seis meses.

Os responsáveis policiais estimam que entre 3000 e 4000 simpatizantes dos movimentos anti-sistema se podem deslocar a Espanha para manifestar-se. Temem que entre eles haja um grande número de radicais cujo objectivo seja provocar distúrbios. Temem que estas actuações produzam um efeito eco entre o resto dos manifestantes.

Na denominada operação Añil, a Direcção Geral da Polícia teve em conta o pior cenário de segurança civil que se pode produzir durante a presidência espanhola na hora de concretizar actuações concretas.

Vários locais são considerados extremamente quentes pelos responsáveis policiais. As cimeiras de Madrid, Barcelona e Sevilha concentraram grande parte do trabalho policial. Teme-se que seja ali que os grupos anti-sistema façam a sua aparição. Os responsáveis do Ministério do Interior também suspeitam que em reuniões extraordinárias em Oviedo, Valencia, Santiago de Compostela e Zaragoza se possam produzir alterações da ordem pública.

A cimeira de ministros do Interior e da Justiça que se celebrará em Santiago de Compostela provoca preocupação entre os responsáveis policiais. Segundo explicaram ontem, existem dados que avalam que durante essa reunião extraordinária se poderão produzir incidentes. Dá-se a circunstância de que, para além da possível presença dos movimentos anti-sistema, haja a possibilidade de se produzirem na capital galega manifestações tanto dos sindicatos policiais como de associações da Guardia Civil.

Há um mês e meio, os serviços de informação policiais detectaram uma reunião em Saragoça de grupos radicais, anarquistas, okupas e simpatizantes da esquerda abertzale, na qual se suspeita que estiveram a preparar acções de protesto para serem realizadas ao longo dos seis meses de presidência espanhola.

Os responsáveis policiais advertem que nos movimentos anti-sistema mais radicais participam também jovens da esquerda abertzale, que provavelmente, são os mesmos que protagonizam a maioria dos actos de kale borroka nos fins-de-semana do País Basco. O Interior não descarta, chegada a altura, deixar suspenso o acordo de Schengen e fechar as fronteiras, com o fim de evitar a entrada de radicais.