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Interior alerta sobre uma campanha de envio de pacotes-bomba a funcionários

 

Os anarco-terroristas são os mesmos que há dois anos remeteram artefactos explosivos a vários jornalistas

O Ministério do Interior tem em seu poder documentos que revelam a intenção de grupos de ultra-esquerda de começar de forma iminente uma campanha de envios de pacotes-bomba contra vários sindicatos de funcionários, entre eles os da Polícia. Por este motivo, enviou-se uma comunicação urgente aos responsáveis das centrais com instruções para reforçar a segurança.

A advertência sublinha a possibilidade do "envio de cartas ou artefactos explosivos ou incendiários" a sedes sindicais de vários lugares de Espanha, que, segundo o Interior, os anarco-terroristas acusam textualmente de serem "lacaios do Estado que aniquila e criminaliza as lutas sociais". O sindicato maioritário da Polícia, SUP, alertou todos os seus afiliados, mas ontem denunciou a falta de meios para revistar o grande volume de correspondência que recebe.
Segundo fontes da investigação, informações atribuídas aos radicais mencionam a possibilidade de atacar outras organizações de trabalhadores, como sindicatos de prisões e, em geral, de funcionários.

A polícia acredita que por trás do envio de cartas-bomba estão velhos conhecidos radicais de ultra-esquerda, relacionados com um grupo auto-denominado Los Anarkistas. Este colectivo violento organizou há dois anos uma campanha contra os meios de comunicação e o Movimento contra a Intolerância (MCI). Entre Abril e Outubro de 2000, esta célula, de não mais de uma dezena de membros enviou cinco pacotes-bomba - de fabrico caseiro - , mas mortais - a José María Zuloaga e Alfredo Semprún, subdirectores do La Razón; Raúl del Pozo, colunista do El Mundo; a um jornalista do ABC e ao presidente do MCI, Esteban Ibarra. Nenhum dos artefactos chegou a explodir.

Um ano depois foram detidos Eduardo García Macías e Stephanie Maurette. Posteriormente, a Audiência Nacional, ainda que tenha mantido as acusações, deixou-os em liberdades sob fiança, uma decisão recorrida pela Fiscalía e muito criticada nos círculos de investigação, já que no domicílio de García Macías encontraram-se restos de pólvora de tipo idêntico à utilizada, pelo menos, na bomba contra Del Pozo.

Melchor Sáiz-Pardo
(Madrid)

(Notícia publicada no jornal Voz de Galicia)