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Aguarrás com caranguejos

 

No meio de tanto aborrecimento a ideia de uma festa, ainda para mais libertária, torna-se facilmente uma ideia sedutora.

Mas quando se olha para a coisa, já não na perspectiva do entediado que procura uma esplanada para beber um refresco, mas na perspectiva do indivíduo que procura os meios para se ver livre da moderna opressão, a sedução esvai-se.

Ou será má vontade minha esta sensação de que estamos a festejar com o inimigo na sua própria casa as vitórias que ele tem somado?

O 1º de Maio... Ok, foram os anarquistas e trabalhadores insolentes que estiveram na origem da transformação deste dia num dia diferente dos outros e a luta deles tem sido e continuará a ser recordada com carinho por quem luta hoje. Agora gaita, a festa dos explorados, e dos sindicatos, e da igreja, e dos partidos operários, essa se alguma relação queremos ter com ela que seja para a estragar.

Não há nada para festejar na zona companheiros.

Temos que envenenar, temos que dar cabo da encrenagem, escangalhar a máquina conforme nos parecer melhor, até termos a certeza de que a sociedade autoritária (o capital e o estado) deu o badagaio. Não parece fácil e eventualmente não o é, mas estou convencido de que tentar dar à luta anarquista um carácter inofensivo ou aceitável não ajuda, antes pelo contrário. Por exemplo, organizar ciclos de cinema libertário com o apoio da câmara é, no mínimo, uma grande poia electrónica.

Mais vale um milhão de malandros anónimos do que dois ou três libertários bem comportados.

Somos e seremos o grande NÃO sem nome nem pátria. Aaaahhhhh!

 

Ridicularização imediata de todos os chefes e vedetas!

Vírus da liberdade

Post Scriptum para o aprendiz de jornabufo Paulo Pena: andam chapadas à solta.