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UE Elabora Lista de Terroristas
Ao contrário do que sucede nos Estados Unidos, as duas listas elaboradas pela União Europeia (UE) sobre conhecidos "grupos terroristas" e indivíduos suspeitos de "actividades terroristas" vão permanecer confidenciais, garantiram ontem em Bruxelas responsáveis da UE citados pela Reuters.

Nos EUA os nomes de grupos nacionais ou internacionais considerados uma ameaça à segurança do Estado são do conhecimento público, mas a UE permanece empenhada em não revelar os grupos ou pessoas que vão ser alvo das forças policiais e dos serviços secretos.

As listas, solicitadas pelos líderes da UE numa cimeira extraordinária convocada após os atentados de 11 de Setembro, deve ser aprovada na próxima semana pelos ministros da Justiça e do Interior como uma "ferramenta operacional" para ser utilizada pelos organismos envolvidos no reforço da legislação.

Responsáveis pela polícia e pelos serviços de segurança dos 15 Estados-membros elaboraram propostas para esta "lista negra", e que segundo os seus promotores deve incluir pessoas e organizações sobre as quais poderá ser partilhada informação.

A questão sobre que organizações devem ser incluídas na lista foi intensamente discutida nas últimas semanas , com a Espanha a solicitar com muita insistência a inclusão de grupos políticos que apoiem a organização armada separatista basca ETA. E em privado, segundo outras fontes também escutadas pela Reuters, a Turquia, que permanece um importante aliado dos EUA na NATO mas ainda não iniciou as conversações para uma possível adesão à UE, também exerceu pressão para incluir o movimento separatista curdo Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) entre as organizações proscritas.

As listas não deverão no entanto apenas grupos europeus sobre os quais o consenso seja generalizado, como a ETA ou o Real IRA, que prossegue o combate contra as forças britânicas deslocadas no Ulster e não aceita o actual processo de paz.

No âmbito das medidas que estão a ser tomadas, o "atorney-general) (procurador-geral com amplos poderes policiais) dos Estados Unidos, John Ashcroft, prometeu fornecer vistos de longa duração aos imigrantes que "forneçam pistas sobre redes terroristas". Em paralelo, o director da Segurança Interna dos EUA, Tom Ridge, vai enviar com frequência a Espanha, e durante os próximos meses, alguns dos seus colaboradores para que aprendam junto das autoridades locais a sua "experiência" de luta contra a ETA.


colocado por Milé Sardera em 2001-12-01
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